terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Meu relato pós-cirurgico

Minha cirugia inicialmente estava pré agendada para o dia 20/01 por causa de um exame que eu tinha que fazer (ecocolonoscopia) que estava agendada pro dia 08. Mas eu estava com um quadro agudo de dor, nem morfina estava melhorando, então minha GO junto com o gastro resolveram que eu fosse internada de emergencia no dia 05, e no dia 07 fizeram a cirurgia que inicialmente era pra retirada de 3 cistos, 1 mioma peq. que estava na parede uterina, retirada das aderencias e tbm um pedaço do intestino que estava com uma lesão de 5 cm, tudo seria feito por video, mas infelizmente tiveram que mudar os planos por causa de complicações e acabaram fazendo por laparotomia msm um corte enorme de um lado a outro, mas a cirurgia foi bem sucedida, me encaminharam pra UTI onde fiquei por 2 dias terriveis, e depois pra Semi-intensiva onde fiquei por mais 5 dias. Minha médica no dia seguinte a cirurgia foi me ver e falar sobre a cirurgia e me disse que não deu pra salvar nada, ela teve que tirar tudo infelizmente, meu ovário esq. o restinho de ovário direito que eu tinha, meu utero pois tinha adenomiose ( oq ainda não tinha sido detectado) e foi retirado 15 cm do intestino.

A recuperação é MUITO DIFICIL, dói pra caramba nos 3 primeiros dias, msm estando medicada a minha movimentação na cama era horrivel, só conseguia dormir de barriga pra cima, aliás até hoje 12 dias depois ainda sinto dor pra deitar de lado e de bruços nem pensar... Chorei horrores não vou negar, e sem falar do jejum absoluto que tem que ser feito, nem senti falta de comida não mas de água, era horrivel ficar com a boca seca o tempo todo só passando gaze molhada... MAs depois lá peo 4º dia a coisa começa a melhorar, ai já pude levantar da cama, tomar banho no banheiro me sentar um pouquinho.... 23:55 (0 minutos atrás) excluir Dri F.
começei a poder beber agua e comer gelatina, nossa foi um alivio o 1º gole de agua...rsrs...

Mas só quando voltei pra casa msm 9 dias depois da minha internação é que realmente começei a me sentir melhor, agora estou bem, ainda sinto um pouco de dor não posso comer sólidos, estou na fase da papinha ainda mas só por mais 2 dias, e amanhã começo a tomar o remédio da reposição hormonal que terei que tomar daqui pra frente por todos os dias, pra aliviar os sintomas da menopausa precoce.

Mas estou feliz e confiante, espero realmente que tudo tenha acabado e que eu daqui pra frente possa voltar a ter uma vida feliz e sem dor.


A lição que tirei dessa experiencia é a de que NÓS SOMOS CAPAZES DE SUPERAR TODO E QUALQUER OBSTÁCULO, pois eu achava que não estava preparada pra enfrentar essa cirurgia, mas graças a Deus consegui enfrentar tudo e venci.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Tratamento para a Endometriose: laparoscopia ou medicamentos?

Laparoscopia no tratamento da endometriose é um procedimento caro, invasivo e tem indicações precisas. No estágio inicial, a doença pode ser tratada com medicamentos.

Mulheres que têm endometriose sofrem com a doença e precisam decidir, junto com seu médico e a partir dos resultados dos exames, qual o tratamento a seguir: se realiza a cirurgia laparoscópica ou um tratamento medicamentoso. Para a Dra. Rosa Maria Neme, doutora em Ginecologia, com especialização em Endometriose pela USP e diretora do Centro de Endometriose São Paulo, “existe uma forte tendência à banalização da cirurgia laparoscópica para tratar a endometriose, o que nem sempre é a melhor indicação”.

Em caso de suspeita de endometriose, o médico pode realizar um diagnóstico preditivo, que é feito através:

- do exame de toque vaginal, no qual o ginecologista pode sentir um nódulo ou cisto (sugestivo de endometriose),
- exame de sangue na época da menstruação (dosagem de um marcador chamado ca125, que apesar de não ser específico somente para esta doença pode fornecer dados sobre a agressividade da endometriose) e
- por exames de imagem (ultra-som e ressonância magnética).

A necessidade de cirurgia laparoscópica deve ser muito bem avaliada pelo especialista, pois tratamentos clínicos com medicamentos hormonais, como pílula anticoncepcional e DIU medicado com progesterona, por exemplo, podem fornecer um excelente controle dos sintomas e estabilizar a doença, em fases iniciais.

“Se for uma pequena suspeita de endometriose, começamos a tratar com medicações hormonais e mantemos o tratamento por 6 meses. Se melhorar, não há a necessidade naquele momento da laparoscopia. Se não melhorar, se indica a cirurgia”, explica Dra. Rosa Maria Neme.

Os sintomas clássicos da endometriose, como dor na menstruação, dor nas relações sexuais e infertilidade, e que não melhoram com o tratamento medicamentoso, são indicativos de laparoscopia. Além disso, se os exames de imagem, como o ultra-som e a ressonância magnética, demonstrarem endometriose em estágios avançados, também se indica a laparoscopia.

A cirurgia laparoscópica serve não só para o diagnóstico, mas principalmente para o tratamento. No momento do procedimento, todos os focos de endometriose que são evidenciados são imediatamente retirados e cauterizados. Esta é a grande vantagem de um diagnóstico preditivo bem feito, pois se sabe exatamente o que será encontrado, com a possibilidade de se fazer uma boa programação antes da cirurgia.

“A laparoscopia é um procedimento de grande dificuldade técnica, que requer profundo conhecimento da anatomia pélvica – que, muitas vezes, encontra-se bastante alterada pela intensa atividade inflamatória provocada pela doença”, completa Dra. Rosa Neme.

Para a Dra. Rosa Neme, a paciente deve buscar uma segunda opinião e conversar com seu médico, pois existe uma forte tendência na direção do estabelecimento de uma indústria da cirurgia de endometriose.

Em casos de infertilidade, ainda não há um consenso na literatura mundial se a realização da cirurgia poderia aumentar as chances de gestação espontânea. “Atualmente, há uma tendência em casos de mulheres inférteis, sem dor incapacitante e com endometriose avançada, a dar-se preferência à realização de procedimentos de reprodução assistida (como a fertilização in vitro) para se alcançar a gravidez antes de se realizar o tratamento cirúrgico”, finaliza a Dra Rosa Neme.


fonte: Revista Fator

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Site do Dr. Drauzio Varella


10 dúvidas comuns sobre a endometriose